Resenha #9 – Êxtase (Ekstase, 1933)

Trata-se de um filme feito na antiga Tchecoslováquia, dirigido por Gustav Machaty, que tem como principal atrativo o fato de ter apresentado ao mundo a futura estrela Hedy Lamarr (ainda creditada como Hedy Kiesler).  O filme seguinte de Hedy, “Argélia”, já seria feito em Hollywood. O filme também é bastante conhecido por conter cenas de alto teor de erotismo, para os padrões dos anos 30.  Certamente um filme como esse não teria sido feito em Hollywood na mesma época.

 

O cinéfilo brasileiro, que teve acesso apenas à cópia lançada em VHS no país, vai ficar sem saber se o filme é mesmo tão ousado.  Fomos “brindados” com uma versão de péssima qualidade e com apenas 1 hora e 8 minutos, enquanto a versão integral tem 1 hora e 22 minutos.  A explicação está nas diversas edições que foram feitas tanto na época do lançamento (quando o filme chegou a ser banido) quanto nos anos 50.  Há, até mesmo, versões européias com duração maior que o filme original, em que as cenas mais tórridas aparecem repetidamente (!).

A verdade é que na versão disponível em vídeo no Brasil, a cena mais ousada é a do famoso banho de Hedy Lamarr num lago, seguida pela fuga de seu cavalo (que, convenientemente, carrega as suas roupas) e pela sua perseguição ao animal, totalmente “à vontade”.  Não é nada que chegue a causar furor ao espectador atual, mas é uma cena interessante. As cenas mais ousadas, reportadamente contendo imagens mais explícitas inclusive, devem ser exatamente as que faltam na nossa versão.

 

Na história, Hedy faz uma jovem que se casa com um homem bem mais velho. Na noite de núpcias, descobre que seu marido não a deseja (muito provavelmente, é impotente), além de ser um tremendo chato.  Dias depois, desiludida, abandona o marido e volta para a fazenda do pai.  Numa manhã, ao sair para um passeio a cavalo (aquele já comentado) conhece um rapaz que trabalhava nas imediações e passam a ser amantes.  O marido reaparece, implorando que ela retorne, sem êxito.  O destino faz com que o marido dê carona ao jovem amante, sem saber quem é.  Durante a viagem, ele percebe que o jovem tem nas mãos um colar, que é o mesmo que ele havia dado de presente à esposa.  Naquele instante, ele percebe tudo.

 

por Alexandre Cataldo

Deixe aqui sua opinião sobre isso!

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s