PODCAST: Episódio #40 – O Tesouro de Sierra Madre

Clique com o botão direito e salve este episódio.

No episódio 40, Alexandre e Fred sobem a montanha mais alta de Durango atrás d’O Tesouro de Sierra Madre (“The Treasure of the Sierra Madre”), clássico americano de 1948 e um dos melhores filmes produzidos pela Warner Brothers.  Dirigido por John Huston e estrelado por seu pai Walter Huston – que divide a tela com Humphrey Bogart, Tim Holt e Bruce Bennett – o longa conquistou três estatuetas da Academia na cerimônia de 1949, levando para casa os Oscars de direção e roteiro (para John Huston) e ator coadjuvante (para Walter Huston). Até hoje celebrado como um dos melhores filmes americanos já feitos, referenciado e reverenciado ao longo dos tempos, “O Tesouro de Sierra Madre” é um clássico obrigatório e como tal não poderia ficar muito tempo de fora da galeria do Podcast Filmes Clássicos. PS: Cuidado com suas botas!

Trilha Sonora: Trilha Sonora composta por Max Steiner para o filme “O Tesouro de Sierra Madre“.
Duração: Aprox. 1h e 24 min.

Acesse esta galeria para ver algumas imagens que ilustram coisas comentadas neste episódio. Clique nas fotos da galeria para ver as descrições.


 VÍDEOS QUE COMPLEMENTAM ESTE EPISÓDIO

A famosa cena do diálogo de Alfonso Bedoya, o bandido “Gold Hat” e sua opinião sobre distintivos.

A cena da briga de Dobbs e Curtin vs McCormick, com dublês substituindo os atores Humphrey Bogart, Tim Holt e Barton MacLane.

Duas grandes cenas com Walter Huston.

Tributo da TCM a John Huston e Walter Huston.

John Huston recebendo o Oscar de melhor diretor das mãos de Frank Borzage.


13 comentários sobre “PODCAST: Episódio #40 – O Tesouro de Sierra Madre

  1. Já faz algum tempo q venho acompanhando o podcast e virei fã. Muito bom o conteúdo, tenho descoberto filmes q não conhecia, redescoberto outros q estavam esquecidos na memória e mesmo conhecendo aspectos diferentes daqueles q já conhecia bem. Bom demais. Agora pela manhã baixando pro telefone o episódio Cidadão Kane (eu baixo no telefone e escuto no intervalo do almoço) me ocorreu q estava em dívida com vcs por aproveitar o podcast há tanto tempo e não ter deixado nenhum feedback. No final de semana, depois de ter escutado o podcast, soprei a poeira do meu DVD do Tesouro de Sierra Madre e pude fruir o filme de novo sob outra perspectiva…

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    • Opa Fábio! Antes tarde do que nunca! Ainda mais quando é para ler tanta notícia boa como as que você deu aqui. Pelo visto atingimos com você todos os objetivos que sempre tentamos alcançar em nossos episódios: divulgar novos filmes, revelar outros aspectos sobre um filme já “batido” e motivar a “releitura” dos clássicos. Ótimo!

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  2. Oi, Fábio. Poxa, muito obrigado pelo feedback. Não que fosse “uma dívida”, mas fico muito feliz em receber esses feedbacks. Como sempre repito, somos apenas amadores (cinéfilos que gostam de rever, estudar e falar dos filmes que amamos) e nossa recompensa é exatamente esta, a de poder acrescentar algo a alguém. Não necessariamente uma informação nova, mas que seja ajudar a resgatar um filme ou revê-lo sob novas perspectivas.
    Muito obrigado mesmo! E esperamos que continue nos ouvindo.

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    • Olá Andre! Sim, claro que pode fazer o download, eu mesmo sóe scuto assim. Inclusive você tem duas maneiras de fazer isso:

      1) Através das páginas de cada episódio, logo abaixo da barra do player do episódio existe um link chamado “Clique com o botão direito e salve este episódio.” Se vc clicar com o botão direito do mouse, pode dar um “salvar como” e obterá o arquivo MP3 em seu computador, depois é só passar pro celular.

      2) Ou pode assinar nosso feed por um programa agregador de podcast para o celular. Eu uso o “Podcast Addict” e lá basta você procurar pelo nome do nosso Podcast que ele irá acessar a base do iTunes e você encontrá a gente por lá, então poderá assinar o feed. Desta forma é melhor, pq vc terá acesso direto ao arquivos MP3 inclusive os que forem sendo lançados no futuro.

      Obrigado por nos ouvir!

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  3. Algo interessantíssimo sobre o Robert Blake, e a ligação do A sangue Frio com O Tesouro de Sierra Madre.

    Bom, é indiscutível que o melhor papel da carreira do Blake (que não foi uma grande carreira) foi o do assassino Perry Smith em A Sangue Frio (1967) do Richard Brooks. O livro foi baseado fielmente na obra prima de mesmo nome do Truman Capote.

    Pois bem, o livro trata sobre o assassinato real da família Clutter (Sr. e Sra. Clutter e seu casal de filhos, Nancy de 16 e Kenny de 15) em uma pequena cidade do Texas no ano de 1959, cometido pela dupla de assassinos Perry Smith e Richard Hicock.

    O objetivo dos assassinos era depois de consumado o assalto e a eliminação de qualquer testemunha, rumar para o México e partir em uma busca por um tesouro perdido, quase como numa brincadeira de criança, com mapas e tudo. Essa ideia de buscar um tesouro perdido no México foi muito inspirada pelo filme O Tesouro de Sierra Madre, inclusive, na viagem que empreenderam até ao México, ou sempre que tratavam desses planos, constantemente o filme era citado, virando inclusive “piada pessoal” dos dois, com brincadeiras do tipo “-Quando encontrarmos o ouro, quem interpretará o papel do Bogart?”. Tanto Perry quanto o Hicock tiveram infâncias muito pobres, no meio do turbilhão que foi o pós-crise de 29, então a ideia de buscarem um tesouro que garantiria a eles tudo o que não tiveram pelo resto da vida foi muito inspiradora.

    Quando então, no meio da pesquisa que o Capote estava fazendo para o livro que viria a escrever, começou a interrogar os assassinos, ambos se mostraram muito relutantes e fechados a falar qualquer coisa que fosse para um estranho. A porta de abertura do Perry Smith com o Capote foi somente quando o Capote lhe contou ser amigo íntimo tanto do Bogart como do Houston, o que deixou Perry maravilhado, e daí pra frente se iniciou uma amizade entre os dois que o fez confidenciar minimante todos os detalhes da noite do assassinato.

    A vida escreve uns roteiros que são muito foda. Como imaginar que o jovem Robert Blake, que atuaria num papel menor no Tesouro de Sierra Madre, décadas mais tarde faria o papel de um assassino que justamente havia se inspirado no filme no qual ele atuou, e ainda por cima, a semelhança de ambos é absurda.

    Uma pena que a carreira do Robert Blake não tenha sido melhor, pq o papel dele no A Sangue Frio é primoroso. A cena final é fortíssima. Mas é difícil ver o filme sem o aporte do livro.

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  4. Duas gerações premiadas na mesma noite,creio que foi a única vez que isso ocorreu no Oscar.Walter que era pai de John esteve excelente como o velho esperto.Bogart deixando de lado o papel de durão e desta vez como um malandro.O diretor Huston aparece em 3 vezes quando pede esmola a ele no filme.Um filme que fala sobre a procura por ouro e por uma vida melhor.Huston ousou em filmar em locações,já que antes era só filmado em estúdio.

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  5. Esse era um dos filmes que sabe-se lá porque mas eu enrolava para assistir e vcs me deram o empurrão que faltava. Cada dia gostando mais do podcast!

    Em relação à construção do personagens, especificamente do personagem do Bogart, a “humildade” era apenas aparente. Diversos exemplos de arrogância e grandiosidade desde o início do filme.

    Percebe-se isso no comportamento dele com o menino vendedor de jogos de loteria, em que ele joga um copo de água na cara, na mecanicidade em que ele pede esmola (ele até emenda um discurso de “ajude um conterrâneo a almocar”, forçando uma intimidade que nem ele mesmo acredita) e até chega a dizer explicitamente ao senhor que o ajudara 3xx no mesmo dia que nem tinha olhado na cara dele e que só queria apenas o dinheiro.

    Lá no abrigo, quando ele diz que o dinheiro não o corromperia, é antes mais uma prova de grandiosidade, do tipo: “EU sou maior do que isso, esse tipo de coisa não aconteceria COMIGO” do que uma demonstração de algum valor moral elevado.

    E a coroação desse narcisismo todo se dá quando ele e os dois companheiros falam sobre os planos para depois de ganharem dinheiro. O velhote, mais realista, que já tinha passado por aquela situação dezenas de vezes, queria só a garantia do prato de comida do dia seguinte. O outro, falou de coisas afetivas, lembranças de um passado bom…já o personagem Bogart citou claramente que seus planos envolviam parecer mais rico, mais poderoso e poder humilhar pessoas mais fracas do que ele (o pobre do garçom que ele citou de exemplo serviria apenas para se vingar de todas as coisas ruins que tinham acontecido consigo – uma espécie de desforra).

    Bem diferente do velhote, que sempre narra as coisas que (sabe que) acontecerão sem fazer juízo de valor, pq ele já viu essas histórias outras vezes, já viu homens serem tentados e caírem em tentação (o que ele implicitamente coloca que já teria acontecido com ele e aconteceria com qualquer um). Parece resignado, ele sabe que as coisas são assim. Diferente do Bogart, que se mostra ofendido (em sua grandiosidade e não por ter padrões morais elevados).

    Diferente do outro companheiro, que realmente foi tentado (na situação da mina desabando), hesita, mas acaba escolhendo o correto – que é salvar o colega.

    Claro que, no transcorrer do filme, a esses aspectos da personalidade dele são somados desconfiança progressiva (delirante, mesmo). Sabiamente um dos personagens comenta que começar a “falar sozinho” não é bom sinal…

    Fugindo um pouquinho do filme, é interessante notar que personalidades muito narcisistas sempre andam com um pezinho (as vezes, muito mais que isso) na paranoia, vide os grandes ditadores que a História já nos mostrou (e vários personagens de filmes TB).

    E, no fim, o desejo dos outros dois, o tesouro deles, foi alcançado: o velhote virou o sábio da aldeia, respeitado e com comida na mesa. O outro, ganhou a (a esperança da ) colheita de pessegos e talvez uma família. Já o personagem do Bogart…

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