Resenha #50 – Cidade Negra (Dark City, 1950)

 É interessante ver Charlton Heston, antes de bater cartão nos épicos ou no planeta dos macacos, estrelar este suspense, que de filme noir carrega apenas um pouco do visual.

 

Fora isso, é um filme que chega a decepcionar. Afinal, quando temos um diretor competente (William Dieterle) e bons atores (um ainda iniciante, porém sólido Heston; cercado de bons coadjuvantes, como Harry Morgan, Jack Webb, Ed Begley e Dean Jagger) envolvidos, é natural esperar um pouco mais. Há poucos momentos realmente interessantes, raras cenas memoráveis (nas quais também a trilha sonora de Franz Waxman se destaca). No resto do tempo, a altíssima dose de melodrama parece impedir que o filme deslanche.

 

A atriz Lizabeth Scott, ao menos neste filme, é um problema. Não há como ficar à vontade com a sua figura totalmente artificial, ainda por cima interpretando uma personagem que nem é a tradicional mulher fatal dos filmes noir e nem a recorrente mulher salvadora, que auxilia o protagonista. É, apenas, um adereço esquisito. As longas cenas em que ela aparece cantando (algo lamentavelmente muito freqüente nos filmes em que ela está presente) podem facilmente ser convertidas em intervalo para o espectador. Em nada acrescentam à história. Apenas cansam.

 

por Alexandre Cataldo em 23/07/2007

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