Resenha #61 – O Anjo Embriagado (Yoidore Tenshi AKA Drunken Angel, 1948)

Primeira colaboração entre o diretor japonês Akira Kurosawa e o ator Toshiro Mifune, que juntos fizeram nada menos que 16 longa-metragens ao longo de suas carreiras. Neste filme temos também a presença de outro dos atores prediletos de Kurosawa, Takashi Shimura.

 

Embora muitos puristas relutem em aceitar que o cinema noir tenha existido fora dos EUA, basta assistir a este filme e a “Cão Danado” (“Nora Inu”), também dirigido por Kurosawa, que fica claro:  são representantes dignos do gênero, especialmente no enredo pessimista e desesperançoso.

 

O “Anjo Embriagado” do título é o médico alcóolatra (Takashi Shimura), que atende em uma “favela” de Tóquio.  Procurado por um gangster (Toshiro Mifune) da Yakuza para tratar de um ferimento na mão, suspeita que o sujeito tenha tuberculose e insiste em tratar a doença. O bandido, no entanto, reluta em aceitar o tratamento.

 

Akira Kurosawa retrata extremamente bem a atmosfera da Tóquio do pós-guerra, onde se nota uma leve americanização nos costumes, misturada ainda a elementos tradicionais da cultura japonesa.

 

Há algum tempo circulou notícia de que seria feita uma refilmagem, que seria dirigida por Martin Scorsese e estrelada pelo ator Leonardo DiCaprio no papel do gangster. E cogitava-se Robert De Niro para o papel do médico.

por Alexandre Cataldo

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