Resenha #55 – Solidão (Lonesome, 1928)

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O austro-húngaro Pál Fejös havia feito diversos filmes em sua terra natal antes de ir para os Estados Unidos na década de 20 perseguir sua formação profissional como químico.  Mesmo trabalhando para o Instituto Rockfeller como assistente, ele não abandonou sua verdadeira paixão e em 1927 produziu com recursos próprios – pela bagatela de U$ 13.000,00 – um pequeno filme avant-garde que tratava sobre o tema do suicídio, com a história contada em retrospectiva pelo próprio suicida, ao longo de seu processo de afogamento num lago. O filme “The Last Moment” tinha como uma de suas maiores virtudes o fato de não possuir nenhum intertítulo (algo difícil na época) e ter diversas ideias elaboradas através de fusões e outros efeitos óticos criativos. Foi Charles Chaplin que viu este trabalho de Fejös e, impressionado, decidiu distribuir a película pela sua United Artists, o que a transformou em sucesso de público e crítica. Isto chamou a atenção de outro estúdio: a Universal agora estava decidida a dar a Fejös um novo projeto.

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Votação para o Episódio #50

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Galera, ao longo de quase uma semana, diversos ouvintes indicaram filmes que gostariam de ouvir no nosso cast e fechamos uma lista final com as 10 indicações. Na semana seguinte, ocorreu uma votação e o filme vencedor foi “Um Corpo que Cai”, como podemos ver no resultado final abaixo.

Este filme será abordado no Episódio 50, que vai ao ar em novembro.

Obrigado por participarem!

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Resenha #54 – Cúmplice das Sombras (The Prowler, 1951)

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Joseph Losey (mais lembrado pro ter dirigido “O Criado”, 1963) dirigiu este típico filme noir B, com Van Heflin interpretando o policial mau-caráter Webb Garwood.  Certa noite, Garwood e seu parceiro Bud atendem a uma ocorrência.  Susan Gilvray (Evelyn Keyes), que fica sozinha em casa todas as noites (o marido é um famoso radialista e apresenta um programa noturno), relata ter visto um intruso nos jardins de sua casa.  Atraído por ela, Garwood retorna diversas vezes à casa e acaba despertando também o interesse de Susan, que no entanto reluta em corresponder.  Numa das visitas, Garwood descobre um testamento do marido, beneficiando Susan. O interesse de Garwood deixa de ser apenas físico e, agora, ele planeja o assassinato do radialista.

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Concurso para escolha do Episódio 50

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Galera, quem já ouviu o episódio recém-publicado deve estar por dentro do concurso para escolha do nosso episódio número 50 que irá ao ar no dia primeiro de novembro!

É simples: escolha um filme que você deseja que seja abordado por nós no episódio 50 e envie sua indicação para [email protected]. Quando atingirmos 10 indicações divulgaremos uma lista com 10 filmes para vocês votarem naquele que será debatido no episódio 50. Caso haja empate na primeira colocação, teremos o voto de minerva para desempatar.

concurso ep 50

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Episódio #45 – Bond Clássico – Parte 1

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O episódio 45 chega embalado pela ação e aventura da franquia 007 e nele Alexandre e Fred recebem um dos membros originais do PFC: Marcelo Rennó volta ao podcast para debater os sete primeiros filmes da série. Decidimos abordar os filmes clássicos de James Bond em dois episódios, o primeiro deles passa por todos os filmes desde “007 contra o satânico Dr. No” (Dr. No, 1962) até “007 – Os Diamantes São Eternos” (Diamonds Are Forever, 1971), abordando assim os filmes com Sean Connery e George Lazenby. A segunda parte, que gravaremos num futuro próximo, focará nos filmes com o ator Roger Moore como o agente secreto. Embarque na descontração, entretenimento e mentirada dessa que é uma das maiores franquias de sucesso do cinema de todos os tempos e que está ativa há mais de 50 anos.

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Resenha #53 – A Noite de 23 de Maio (Mystery Street, 1950)

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Neste filme noir dirigido por John Sturges, acompanhamos a investigação de um assassinato de uma dançarina de boate (Jan Sterling), em Boston.  Todas as pistas levam a um inocente, um homem que foi visto por várias pessoas saindo com ela da boate na noite do crime. O tenente Peter Morales (Ricardo Montalban), encarregado do caso, está quase certo de haver encerrado o caso, quando diversos novos detalhes vão sendo descobertos pelo departamento de medicina legal de Harvard, na pessoa do Dr. McAdoo (Bruce Bennett).

O filme segue aquilo que podemos chamar de “princípio básico do suspense hitchcockiano”, ou seja, o público sabe desde o início quem é o assassino.  O suspense é criado justamente pela grande possibilidade de um inocente ser condenado à morte.

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Episódio #44 – Os Incompreendidos

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O episódio número 44 do PFC traz mais um convidado especial para falar de um dos filmes seminais do movimento francês conhecido por Nouvelle Vague. Os podcasters Alexandre e Fred recebem o músico e cinéfilo catarinense Bruno Kohl para debater o primeiro longa-metragem dirigido por François Truffaut e intitulado no Brasil de “Os Incompreendidos” (Les Quatre Cents Coup, 1959).  Este filme auto-biográfico lançou a carreira de Jean-Pierre Léaud, ator que ficaria famoso interpretando o alter ego do diretor – o personagem Antoine Doinel – em mais quatro filmes dirigidos por ele. O longa foi indicado ao Oscar de melhor roteiro e também à Palma de Ouro em Cannes, onde faturou o prêmio de melhor direção para o ex-crítico e estreante na direção, François Truffaut.

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Resenha #52 – Na Garganta do Diabo (1960)

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Ambientado durante a Guerra do Paraguai e filmado em locação às margens das Cataratas do Iguaçu, este raro longa-metragem de Walter Hugo Khouri, se não tem a qualidade e intensidade do ótimo “Noite Vazia”, de 1964, pelo menos já indicava uma trajetória naquela direção, inclusive no sentido de explorar a sensualidade e presença de tela da atriz Odete Lara.

O argumento do filme gira em torno de uma fazenda que é invadida por três desertores da Guerra do Paraguai e um índio que os acompanha. O ator Luigi Picchi faz Pedro, o líder do grupo e junto dele viajam o paraguaio Quintana (José Mauro de Vasconcelos), Reis (André Dobroy) e o índio (Milton Ribeiro). Na casa da propriedade, o patriarca interpretado por Fernado Baleroni sobrevive com as belas filhas Ana (Odete Lara) e Mirian (a catarinense Edla Van Steen) e um passado que envolve a morte de seu filho como retaliação pelo comércio de gado com o inimigo. O que vem a seguir envolve a relação entre os soldados e as filhas sedentas por escapar daquele ambiente hostil, um suposto tesouro e uma história de acerto de contas com uma tribo indígena.

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Resenha #51 – O Justiceiro (Boomerang!, 1947)

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Elia Kazan ainda não era um diretor de primeira linha quando filmou este noir político, no estilo semi-documentário (um verdadeiro “sub-gênero” dentro do noir, que rendeu vários filmes, principalmente na segunda metade dos anos 40).

A história é baseada num caso real, ocorrido nos anos 20 em Connecticut e que ajudou a alavancar a carreira de um certo Homer Cummings, que acabaria se tornando Procurador Geral do governo Roosevelt: um padre, querido pelos habitantes de uma cidadezinha, é assassinado com um tiro na cabeça, em plena rua principal da cidade. A polícia sofre pressões de vários lados (sempre com interesses políticos) para que o assassino seja logo encontrado.

Quando é preso um rapaz desempregado, um ex-combatente da Segunda Guerra (Arthur Kennedy), contra quem estão todos os fatos. O único que parece ter alguma dúvida sobre a culpabilidade do rapaz é o promotor estadual Henry Harvey (Dana Andrews), um sujeito honestíssimo que, a despeito das pressões, quer encontrar a verdade. O filme conta ainda com a presença de Lee J. Cobb.

O fato interessante é que apenas o público fica sabendo quem é o verdadeiro assassino. Algo como um “Rosebud” de “Cidadão Kane”.

por Alexandre Cataldo em 14/12/2006

Episódio #43 – Relíquia Macabra

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Episódio especial no PFC! Fred e Alexandre comemoraram os 75 anos de lançamento deste clássico do cinema policial fazendo algo diferente no Podcast Filmes Clássicos: um episódio que está totalmente sincronizado com o filme e serve de trilha de comentários, bastando para isso ser ouvido ao mesmo tempo em que o filme é tocado pelo seu DVD/Blu-Ray. O episódio se inicia com o som do logo da Warner (assim como no filme) e segue a partir daí com nossos comentários fazendo companhia a você ao longo de toda a projeção.  “Relíquia Macabra” AKA “O Falcão Maltês  (The Maltese Falcon, 1941) é um dos maiores clássicos do cinema e muitas vezes é apontado como o grande precursor do film noir, subgênero tipicamente americano que se solidificou ao longo das décadas de 40 e 50. Dirigido pelo estreante John Huston, baseado no romance homônimo de Dashiell Hammet e estrelado por Humphrey Bogart, Mary Astor, Sydney Greenstreet e Peter Lorre, foi peça fundamental na carreira de todos estes e  hoje chega ao Podcast Filmes Clássicos em edição de luxo ao custo de muito trabalho. Aproveitem!

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