Resenha #8 – O Nascimento de Uma Arte – Parte 1: Os Irmãos Lumière

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É público e notório que a invenção do cinema em muito se deve ao brilhantismo dos irmãos Lumière. Mas para começar a contar uma parte desta história, devemos voltar um pouco antes. Uma geração, para ser mais preciso. Antoine, o pai, em 1894, já era um empresário do ramo de fotografia e esta acabou sendo uma importante influência para os filhos inventores, Louis e Auguste. Louis Lumière foi um dos primeiro fotógrafos de seu tempo, pesquisando entre outras coisas formas de trazer a cor e o movimento para as imagens, utilizando para isso seu enorme conhecimento de enquadramento e sentido de composição. Inspirados nas experiências de Edison, Muybridge e Marey, os irmãos desenvolveram um aparelho que levou o nome de Cinematógrafo (Cinématographe, em francês) que não só registrava os movimentos, mas como também reproduzia os mesmos (projetando-os) e criava novas cópias a partir da película original. Um aparato completo.

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10.000 Plays!

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Obrigado a todos os nossos ouvintes por nos fazer atingir esta marca a meses de completarmos um ano.  Já são mais de 10.000 audições em nossos episódios ao longo de dez meses de Podcast Filmes Clássicos. Uma marca interessante para um assunto nem sempre popular. Valeu galera, continuem nos ouvindo!

Resenha #7 – Desejo Humano (Human Desire, 1954)

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Em sua última década de trabalho como diretor, Fritz Lang, já então consagrado, conseguiu acrescentar ao seu currículo uma série de bons filmes noir, dentre os quais se destacam “Os Corruptos” (The Big Heat, 1953) e “Desejo Humano” (Human Desire, 1954), ambos estrelados por Glenn Ford e Gloria Grahame.

Em “Desejo Humano”, filme baseado no romance “A Besta Humana”, de Émile Zola, Ford interpreta o maquinista de trem Jeff Warren, que retorna para casa após lutar na Guerra da Coréia.  Ao reencontrar a antiga namorada, declara que quer apenas uma vida simples, trabalhando e indo eventualmente ao cinema.  Mas o “desejo humano” do título, como não poderia deixar de ser, já que é parte da essência de qualquer um de nós, se manifesta e Jeff é atraído pela beldade Vicki Buckley (Gloria Grahame), casada com o ciumento Carl Buckley (Broderick Crawford) e vê-se envolvido num assassinato.

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Episódio #21 – Cantando na Chuva

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No episódio #21, Fred, Sergio e Alexandre entram no mundo dos musicais para falar sobre o maior expoente do gênero, Cantando na Chuva, filme de 1952 produzido por Arthur Freed dentro do estúdio da MGM. Considerado muitas vezes dentre os melhores filmes do cinema americano, o longa dirigido por Stanley Donnen e Gene Kelly é um dos mais divertidos e inteligentes musicais que Hollywood já realizou. Suas ótimas canções, grandes números musicais e excelente roteiro fazem deste filme um marco no cinema mundial.

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Resenha #6 – A Porta de Ouro (Hold Back The Dawn, 1941)

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Por incrível que pareça, o bom e hoje em dia esquecido A Porta de Ouro, dirigido por Mitchell Leisen, concorreu a seis Oscars no ano seguinte ao do seu lançamento, disputando categorias de peso como de melhor filme, atriz, fotografia, roteiro e direção de arte (Victor Young concorreu também a melhor trilha sonora). Se a película não chega a ser excelente como outros concorrentes a melhor filme daquele ano, entre eles Cidadão Kane, Relíquia Macabra, Pérfida e o vencedor Como Era Verde o Meu Vale, por outro lado deveria ser mais lembrada hoje em dia e podemos elencar alguns motivos para isso.

Pra começar, só o fato do roteiro ter sido assinado por Charles Brackett e Billy Wilder, já valeria uma conferida. A história se passa no México, onde um aproveitador romeno (Charles Boyer) tenta fazer de tudo para conseguir um visto de residência nos Estados Unidos, mesmo que para isso tenha que se casar com uma inocente professora americana (Olivia De Havilland) ao mesmo tempo em que mantém um caso antigo com uma ex-colega de profissão (Paulette Goddard). O fato da narrativa ter sido desenvolvida em flashback (logo no início o personagem de Boyer invade um estúdio de cinema para tentar vender a um diretor sua história), a presença de uma “candidata” a femme fatale (Goddard) e uma iluminação muitas vezes de mais baixa intensidade e altos contrastes  de Leo Tover, nos faz pensar logo que estamos diante de um film noir, pensamento este que no desfecho do filme será desfeito. Mas se observarmos que um dos marcos iniciais deste subgênero policial – Relíquia Macabra – foi produzido no mesmo ano, podemos dizer que Hold Back The Dawn era um filme bem atual para sua época.

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Resenha #5 – O Condenado (Odd Man Out, 1947)

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Após assistir a “O Condenado”, a pergunta que fica é “por que este filme não foi alçado à condição de clássico absoluto?”  Sim, porque temos aqui um verdadeiro filmaço, quase obrigatório.

E por que digo isso?  Impressionante fotografia em P&B (de autoria de Robert Krasker, o mesmo dos clássicos “Desencanto” e “O Terceiro Homem”), a qual praticamente se transforma numa personagem do filme, que, por tratar de um homem fugitivo, se aproveita enormemente das sombras; personagens interessantíssimos (tanto o protagonista Johnny McQueen, quanto os demais); direção magistral, de um inspirado Sir Carol Reed, no primeiro filme em que ele foi também produtor. Foi o primeiro de seus grandes filmes, seguido por “O Ídolo Caído” e o respeitadíssimo “O Terceiro Homem”.

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Episódio #20 – Lawrence da Arábia

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No episódio #20, Alexandre, Fred e Sergio fazem uma viagem ao Oriente Médio para revisitar um dos maiores clássicos do cinema de todos os tempos, o incrível filme do inglês David Lean intitulado “Lawrence da Arábia”. A película, lançada em 1962, foi sucesso de público e crítica e levou para casa sete estatuetas do Oscar no ano seguinte: melhor filme, diretor, fotografia em cores, trilha sonora, som, direção de arte em cores e montagem. Baseado em grande parte no livro autobiográfico do Coronel T.E. Lawrence intitulado “Seven Pillars of Wisdom”, o filme se destaca pelo roteiro impecável, fotografia excepcional, produção monumental e elenco inspirado, liderado por Peter O’Toole no papel título e ainda Omar Sharif, Alec Guinness, Anthony Quinn, Jack Hawkins, Anthony Quayle, Arthur Kennedy, Claude Rains e Jose Ferrer.

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Resenha #4 – A Guerrilheira (Sorok Pervyy / The Forty-First, 1956)

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Belíssimo filme russo, o primeiro dirigido por Grigori Chukhrai (alguns anos antes do bem mais famoso “A Balada do Soldado”), que conta a história de um amor impossível entre uma revolucionária integrante do Exército Vermelho e um prisioneiro seu, oficial do Exército Branco.  É a refilmagem de uma história que havia sido levada às telas em outro filme russo de 1927.

Assim como vários outros filmes de guerra russos feitos daí em diante, temos aqui mais uma vez demonstrada à exaustão a estupidez da guerra.  Não temos mais a ênfase na propaganda revolucionária, como era a tônica em filmes russos de períodos anteriores. A fotografia é sublime, tanto nas cenas no deserto quanto nas do Mar de Aral.

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Resenha #3 – Quando Duas Mulheres Pecam (Persona, 1966)

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Provavelmente um dos mais enigmáticos e introspectivos longas do diretor sueco Ingmar Bergman, Persona é daqueles filmes que deve ser visto e revisto para ainda assim não ser totalmente compreendido. Várias interpretações podem ser feitas a partir do material – como é costume nos filmes do diretor – bastante intrigante e reforçado por excelentes roteiro e fotografia, além de atuações magníficas do elenco principal, que conta com Liv Ullman, Bibi Andersson, Gunnar Björnstrand e Margaretha Krook. Nada surpreendente quando se trata de Bergman.

Poster original sueco

Logo no início do filme somos bombardeados com algumas imagens que parecem aleatórias. Um animal sendo sacrificado, uma crucificação, um corpo em chamas e mais algumas outras imagens que muitas vezes acabam voltando ao longo do filme. Seria a dica para uma história sobre o sacrifício do ser humano? Do artista? Pode ser, mas pode também não ser. Ao contar a história de uma atriz de teatro (Liv Ullmann) que se refugia numa casa de campo acompanhada de uma enfermeira (Bibi Andersson), após ficar completamente avessa ao diálogo, Bergman parece estar preocupado em mergulhar na alma humana e explorar seus recantos mais obscuros. Há uma espécie de simbiose entre as duas mulheres, aos poucos, a enfermeira começa a se abrir e a contar para a paciente – que permanece completamente muda – seus mais sórdidos segredos, culminando com a descrição bastante real de uma experiência sexual entre ela, uma amiga e dois homens desconhecidos. Aos poucos as personagens de Andersson e Ullmann parecem se fundir em uma só figura, com Bergman utilizando recursos cinematográficos para demonstrar imageticamente a sobreposição do rosto das duas atrizes.

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Episódio #19 – Novos Clássicos

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Este é o episódio 19, onde Alexandre, Fred e Sergio se reúnem para fazer uma bela coletânea de novos clássicos do cinema mundial. Por opção dos participantes, o conceito escolhido de “novo clássico” neste episódio diz respieto a filmes lançados nestes últimos 30 anos, ou seja, que aqueles que consideramos clássicos e que foram realizados entre 1985 e 2015. Venha lembrar um pouco sobre diversos  filmes conosco ou colher algumas dicas de filmes que você ainda não teve a oportunidade de ver.

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