Resenha #5 – O Condenado (Odd Man Out, 1947)

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Após assistir a “O Condenado”, a pergunta que fica é “por que este filme não foi alçado à condição de clássico absoluto?”  Sim, porque temos aqui um verdadeiro filmaço, quase obrigatório.

E por que digo isso?  Impressionante fotografia em P&B (de autoria de Robert Krasker, o mesmo dos clássicos “Desencanto” e “O Terceiro Homem”), a qual praticamente se transforma numa personagem do filme, que, por tratar de um homem fugitivo, se aproveita enormemente das sombras; personagens interessantíssimos (tanto o protagonista Johnny McQueen, quanto os demais); direção magistral, de um inspirado Sir Carol Reed, no primeiro filme em que ele foi também produtor. Foi o primeiro de seus grandes filmes, seguido por “O Ídolo Caído” e o respeitadíssimo “O Terceiro Homem”.

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Episódio #20 – Lawrence da Arábia

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No episódio #20, Alexandre, Fred e Sergio fazem uma viagem ao Oriente Médio para revisitar um dos maiores clássicos do cinema de todos os tempos, o incrível filme do inglês David Lean intitulado “Lawrence da Arábia”. A película, lançada em 1962, foi sucesso de público e crítica e levou para casa sete estatuetas do Oscar no ano seguinte: melhor filme, diretor, fotografia em cores, trilha sonora, som, direção de arte em cores e montagem. Baseado em grande parte no livro autobiográfico do Coronel T.E. Lawrence intitulado “Seven Pillars of Wisdom”, o filme se destaca pelo roteiro impecável, fotografia excepcional, produção monumental e elenco inspirado, liderado por Peter O’Toole no papel título e ainda Omar Sharif, Alec Guinness, Anthony Quinn, Jack Hawkins, Anthony Quayle, Arthur Kennedy, Claude Rains e Jose Ferrer.

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Resenha #4 – A Guerrilheira (Sorok Pervyy / The Forty-First, 1956)

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Belíssimo filme russo, o primeiro dirigido por Grigori Chukhrai (alguns anos antes do bem mais famoso “A Balada do Soldado”), que conta a história de um amor impossível entre uma revolucionária integrante do Exército Vermelho e um prisioneiro seu, oficial do Exército Branco.  É a refilmagem de uma história que havia sido levada às telas em outro filme russo de 1927.

Assim como vários outros filmes de guerra russos feitos daí em diante, temos aqui mais uma vez demonstrada à exaustão a estupidez da guerra.  Não temos mais a ênfase na propaganda revolucionária, como era a tônica em filmes russos de períodos anteriores. A fotografia é sublime, tanto nas cenas no deserto quanto nas do Mar de Aral.

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Resenha #3 – Quando Duas Mulheres Pecam (Persona, 1966)

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Provavelmente um dos mais enigmáticos e introspectivos longas do diretor sueco Ingmar Bergman, Persona é daqueles filmes que deve ser visto e revisto para ainda assim não ser totalmente compreendido. Várias interpretações podem ser feitas a partir do material – como é costume nos filmes do diretor – bastante intrigante e reforçado por excelentes roteiro e fotografia, além de atuações magníficas do elenco principal, que conta com Liv Ullman, Bibi Andersson, Gunnar Björnstrand e Margaretha Krook. Nada surpreendente quando se trata de Bergman.

Poster original sueco

Logo no início do filme somos bombardeados com algumas imagens que parecem aleatórias. Um animal sendo sacrificado, uma crucificação, um corpo em chamas e mais algumas outras imagens que muitas vezes acabam voltando ao longo do filme. Seria a dica para uma história sobre o sacrifício do ser humano? Do artista? Pode ser, mas pode também não ser. Ao contar a história de uma atriz de teatro (Liv Ullmann) que se refugia numa casa de campo acompanhada de uma enfermeira (Bibi Andersson), após ficar completamente avessa ao diálogo, Bergman parece estar preocupado em mergulhar na alma humana e explorar seus recantos mais obscuros. Há uma espécie de simbiose entre as duas mulheres, aos poucos, a enfermeira começa a se abrir e a contar para a paciente – que permanece completamente muda – seus mais sórdidos segredos, culminando com a descrição bastante real de uma experiência sexual entre ela, uma amiga e dois homens desconhecidos. Aos poucos as personagens de Andersson e Ullmann parecem se fundir em uma só figura, com Bergman utilizando recursos cinematográficos para demonstrar imageticamente a sobreposição do rosto das duas atrizes.

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Episódio #19 – Novos Clássicos

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Este é o episódio 19, onde Alexandre, Fred e Sergio se reúnem para fazer uma bela coletânea de novos clássicos do cinema mundial. Por opção dos participantes, o conceito escolhido de “novo clássico” neste episódio diz respieto a filmes lançados nestes últimos 30 anos, ou seja, que aqueles que consideramos clássicos e que foram realizados entre 1985 e 2015. Venha lembrar um pouco sobre diversos  filmes conosco ou colher algumas dicas de filmes que você ainda não teve a oportunidade de ver.

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Resenha #2 – Crepúsculo dos Deuses (Sunset Blvd., 1950)

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Pra mim, “Crepúsculo dos Deuses” não é só um dos melhores filmes noir, nem só um dos melhores filmes sobre a própria indústria cinematográfica, nem só um dos melhores filmes de Billy Wilder.  É, isso sim, um dos melhores filmes de todos os tempos.

De início, assume deliberadamente uma estrutura narrativa de filme noir.  Temos um narrador e temos um homem morto na piscina de uma mansão decadente.  Logo em seguida ficamos sabendo que são a mesma pessoa:  Joe Gillis, um roteirista falido, mais uma vítima da indústria de sonhos de Hollywood.  A partir daí, Gillis vai nos contar como chegou àquela peculiar situação.

Este detalhe (o do morto que narra) é um dos muitos pontos fascinantes do filme.  Gosto de imaginar que Billy Wilder e Charles Bracket, os roteiristas, teriam lido as “Memórias Póstumas de Brás Cubas”, do ‘nosso’ Machado de Assis.  Acho improvável, mas me divirto com essa idéia.

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Resenha #1 – A Caça (La Caza, 1966)

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Até o começo dos anos 60, o cinema espanhol estava meio paradão, principalmente pela forte censura imposta pela ditadura do general Franco. Apenas Luís Buñuel fazia grandes filmes, mas sempre fora da Espanha, já que se exilara nos EUA, México e França.lacaza11

E então surgiu Carlos Saura, que inaugurou uma nova fase. Como não era possível fazer críticas ou comentários diretos sobre a sociedade espanhola, especialmente sobre o Estado e a Igreja, metáforas e alegorias começaram a ser usadas para mostrar os efeitos da ditadura que já durava quase 30 anos. Mas mesmo assim, “A Caça” teve a exibição proibida na Espanha até a queda de Franco (em 1975). Mas foi exibido no Festival de Berlim, e ganhou o prêmio máximo. Já no Brasil, nunca foi exibido (e nem teve lançamento em DVD, até o momento).

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Novidade: Resenhas no PFC!

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Novidades no Podcast Filmes Clássicos!

A partir de amanhã, publicaremos semanalmente uma breve resenha indicando um filme que um de nossos podcasters recomenda! Não deixe de conferir.

Os episódios do nosso cast continuarão quinzenalmente, publicados como de costume nos dias primeiro e quinze de cada mês.

Episódio #18 – O Exorcista

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Que dia excelente para um exorcismo! No episódio 18, Marcelo, Fred e Sergio abordam este grande clássico do gênero terror, trazendo suas opiniões e muitas informações sobre o filme e os bastidores da produção. “O Exorcista” foi realizado em 1973 sob a direção de William Friedkin, baseado num romance homônimo de William Peter Blatty, que também produziu e escreveu o roteiro da película. O filme concorreu a dez Oscars e levou duas estatuetas (melhor roteiro adaptado e som), além de ter obtido grande sucesso de bilheteria e ter produzido enorme impacto cultural na época de seu lançamento nos cinemas.

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Episódio #17 – Os Filmes de Stanley Kubrick – Parte 1

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Stanley Kubrick chega ao nosso Podcast! Neste episódio Sergio, Marcelo e Fred fazem aquele habitual bate-papo descontraído sobre a carreira e filmes de um dos maiores diretores da história do cinema. Começamos com uma mini-biografia de Kubrick e avançamos por seus curta-metragens Flying Padre, Day of The Fight e The Seafarers. A conversa segue mais a fundo quando chegamos  nos cinco longas do início da carreira de Kubrick: Medo e Desejo (Fear And Desire), A Morte Passou perto (The Killer’s Kiss), O Grande Golpe (The Killing), Glória feita de sangue (Paths of Glory) e Spartacus (1960). Este é o primeiro de três episódios sobre o diretor.

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