Resenha #43- Anjo ou Demônio ? (Fallen Angel, 1945)

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A Fox bem que tentou, um ano depois do sucesso de Laura, repetir a fórmula que deu certo. Juntou o mesmo diretor (Otto Preminger), o mesmo ator principal (Dana Andrews) e uma atriz atraente (no caso, Linda Darnell). Só não foi capaz de providenciar uma boa história, como a de “Laura”, e um bom elenco de apoio. Resultado: “Anjo ou Demônio” é um filme noir “sem charme” e que “não dá liga” em momento algum, não podendo ser colocado na lista de marcos do gênero.

Temos, sim, dois elementos bem recorrentes nas histórias noir: o homem “sem rumo”, trambiqueiro mas não propriamente malfeitor, que se vê como principal suspeito de um crime; e a mulher fatal, extremamente atraente, que leva, simultaneamente, diversos homens a se meterem em encrencas.

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Episódio #39 – Dicas Triplas do PFC #3

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No episódio 39, Fred e Alexandre dão continuidade à série “Dicas Triplas do PFC”, trazendo mais três ótimos filmes que consideram esquecidos e que merecem uma conferida pelo cinéfilo que quer descobrir novas filmografias ou apenas busca dicas de filmes interessantes para completar o próximo final de semana. Embarque conosco em mais este episódio e vá descobrindo os filmes à medida que formos conversando, ou então, tente adivinhar quais são os longas a partir das fotos abaixo. Mas relaxe, como de costume nesta série de episódios, separamos os spoilers para o final e eles só começam a aparecer depois de 1 hora e 11 minutos de audição. Divirta-se!

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Resenha #42 – À Margem da Vida (Caged, 1950)

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Muitos filmes de prisão já foram feitos. Alguns deles, ambientados em prisões femininas. Esse tipo de filme costuma ser recheado de clichês: a protagonista geralmente erroneamente condenada ou condenada por um crime leve, que foi levada a cometer por circunstâncias contrárias à sua vontade; a prisioneira “malvada” que inferniza a vida da protagonista; a prisioneira “amiga”; a carcereira corrupta… Ou seja, já vimos tudo sobre o assunto.

Apesar do tema batido, “À Margem da Vida” poderia ter rendido um filme bem melhor, caso tivesse contado com uma direção mais refinada e que tirasse proveito das situações-chave da história. Chega a impressionar o quanto é mal aproveitado o momento em que a protagonista Marie Allen (Eleanor Parker) é obrigada a se afastar de seu neném, nascido já dentro da prisão. A reação dela é totalmente apática.

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Episódio #38 – Contos da Lua Vaga

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Alexandre e Fred surgem como fantasmas no Episódio 38 para conversar sobre o excelente “Contos da Lua Vaga” (Ugetsu Monogatari, 1953), filme japonês dirigido por Kenji Mizoguchi e que foi – ao lado de Rashômon, de Akira Kurosawa – um dos responsáveis por tornar o cinema nipônico popular no ocidente na década de 50. Cultuado por cineastas de todo o mundo e principalmente pelos franceses da Nouvelle Vague, este clássico oriental, produzido durante a chamada “era de ouro” do cinema japonês, mereceu o Leão de Prata que conquistou no Festival de Veneza e agora faz por merecer também um episódio no Podcast Filmes Clássicos inteiramente dedicado a ele e a um dos maiores diretores do Japão, o Sr. Mizoguchi, autor de outra obras memoráveis como “Oharu – Vida de uma Cortesã” e “O Intendente Sanshô“.

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Resenha #41 – Feras Que Foram Homens (Three Came Home, 1950)

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Um bonito filme, baseado no livro autobiográfico da escritora americana Agnes Newton Keith, que vivia na ilha de Bornéu e foi feita prisioneira dos japoneses, juntamente com seu filho, por vários anos durante a Segunda Guerra Mundial.

Dirigido pelo competente Jean Negulesco (o mesmo realizadfor dos excelentes “Acordes do Coração” e “Johnny Belinda”), o filme mostra a separação forçada entre Agnes e seu marido (interpretado por Patrick Knowles), já que os homens foram mandados para um outro campo de prisioneiros. Ela passa mais de dois anos sem qualquer notícia dele.

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Resenha #40 – Ato de Violência (Act of Violence, 1948)

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Vingança e culpa. Estes são os dois temas principais deste ótimo filme noir do diretor Fred Zinnemann, mais uma obra que trata dos nefastos desdobramentos da Segunda Guerra nas vidas daqueles que estiveram em combate.

Frank Enley (Van Heflin) e Joe Parkson (Robert Ryan) eram dois oficiais aviadores que, juntamente com vários outros companheiros, foram feitos prisioneiros pelos nazistas. Uma determinada atitude de Enley (que só ao longo do filme nos é explicada) acaba por levar os outros oficiais à morte. Somente ele e Parkson sobrevivem, sendo que este fica aleijado e com problemas psicológicos. Anos depois, ao sair do hospital, Parkson vai à procura de Enley, agora um cidadão exemplar, casado e pai. De início, o espectador não sabe exatamente a motivação de Parkson, em seu insano desejo de vingança. Vê apenas, desde a abertura, um homem manco e nitidamente obcecado, que cruza os EUA atrás de outro.

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Episódio #37 – Os Filmes de Billy Wilder – Parte 1

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No episódio 37, Fred e Alexandre voltam a trabalhar com a filmografia de um grande nome do cinema mundial, o escolhido da vez é Billy Wilder, austro-húngaro que fez brilhante carreira nos Estados Unidos onde começou roteirista e terminou diretor, roteirista e produtor. No primeiro de três episódios desta série sobre o cineasta, abordamos desde seu primeiro trabalho na direção, quando co-dirigiu o filme francês “A Semente do Mal” (Mauvaise Graine, 1934) até um de seus mais aclamados filmes, o clássico absoluto “Crepúsculo dos Deuses” (Sunset Blvd., 1950), que junto com “As Cinco Covas do Egito” (Five Graves to Cairo, 1943), “Pacto de Sangue” (Double Indemnity, 1944) e “Farrapo Humano” (The Lost Weekend, 1945) representam seus melhores trabalhos no período. Venha conhecer mais da carreira de Billy Wilder, realizador que como poucos sabia transitar entre diversos gêneros, sempre com roteiros inteligentes e diálogos arrojados.

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Resenha #39 – Chaga de Fogo (Detective Story, 1951)

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Mais que simplesmente um filme policial, “Chaga de Fogo” é um drama que acompanha um dia de trabalho na vida do amargurado detetive Jim McLeod (Kirk Douglas) e suas reações a diversos casos criminais que surgem na delegacia.

McLeod divide uma sala com outros colegas (destaque para os sempre bons coadjuvantes William Bendix e Frank Faylen).  Ao contrário da acomodação deles, Jim parece nutrir verdadeiro ódio por todos os tipos de criminosos e demonstra ser capaz de fazer de tudo para vê-los apodrecer na cadeia.

As várias histórias paralelas são mostradas de modo harmonioso, sem que pareça forçado.  Lee Grant está excelente como uma ‘shoplifter’ inquieta e assustada.  Joseph Wiseman (que anos depois encarnaria o primeiro antagonista de James Bond, o Dr. No) faz um ladrão de modos exagerados e falador.  O caso principal, entretanto, é o do médico interpretado por George Macready, contra o qual McLeod parece ter um ódio especial.

Além dos casos que surgem na delegacia, o filme acompanha o relacionamento de McLeod com a esposa (Eleanor Parker).

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Resenha #38 – A Espada Bijomaru (Meitô Bijomaru, 1945)

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O diretor Kenji Mizoguci é reconhecido, pelos cinéfilos ocidentais, como um dos três grandes diretores japoneses antigos, juntamente com Ozu e Kurosawa. Desde que vi pela primeira vez um filme de Mizoguchi, já há mais de uma década (e foi aquele que geralmente é o primeiro visto por qualquer cinéfilo, “Contos da Lua Vaga”, seu filme mais famoso), percebi que estava diante de um diretor fundamental para o cinema como um todo. Sua câmera fluida, valorizando enormemente cenários e atuações, encanta até mesmo quem assiste a um filme sem prestar atenção nesses detalhes. Claro que, na época, fui atrás de outros mais comentados, como “Oharu – A Vida de Uma Cortesã” (que depois vim a saber que por muitos é considerada “a quintessência de Mizoguchi”, como bem coloca o crítico Sergio Alpendre, profundo conhecedor e admirador da obra do diretor), “Intendente Sansho”, “Crisântemos Tardios”, “Os Amantes Crucificados”, “Senhorita Oyu”, “As Irmãs de Gion”, “Elegia de Osaka”, “Música de Gion” e sua versão (em duas partes) da clássica história dos “47 Ronin”. Além deles, ainda pude ver dois gendai-geki (histórias contemporâneas) que abordavam o mundo das prostitutas, “Mulheres da Noite” e “Rua da Vergonha” (seu último filme, do mesmo ano de sua morte, 1956).

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Episódio #36 – Ladrões de Bicicletas

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A Itália neo-realista está bem representada no episódio 36, em que Alexandre e Fred revisitam o excepcional clássico da década de 40 intitulado “Ladrões de Bicicletas” (“Ladri di biciclette“, 1948). Dirigido por Vittorio De Sica e com roteiro de Cesare Zavattini e do próprio diretor (entre outros), o longa é um dos grande expoentes de um dos mais importantes e influentes movimentos cinematográficos da história do cinema mundial, o chamado “neo-realismo italiano”. Ancorado numa história simples, o filme de De Sica nos atinge de forma contundente e nos faz imergir na Roma do pós-guerra através dos detalhes realistas e da linguagem crua e direta que caracterizavam esta nova forma de se fazer cinema, que havia nascido antes com filmes como “Obsessão” (Visconti, 1943) e “Roma, Cidade Aberta” (Rossellini, 1945). “Ladrões” recebeu um Oscar especial (na época não havia a categoria de “melhor filme estrangeiro”) e também faturou o BAFTA e o Globo de Ouro de melhor filme estrangeiro. Foi eleito o melhor filme do cinema mundial na primeira lista organizada pela revista “Sight & Sound” em 1952.

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