Resenha #7 – Desejo Humano (Human Desire, 1954)

Em sua última década de trabalho como diretor, Fritz Lang, já então consagrado, conseguiu acrescentar ao seu currículo uma série de bons filmes noir, dentre os quais se destacam “Os Corruptos” (The Big Heat, 1953) e “Desejo Humano” (Human Desire, 1954), ambos estrelados por Glenn Ford e Gloria Grahame.   Em “Desejo Humano”, filme baseado…

Resenha #6 – A Porta de Ouro (Hold Back The Dawn, 1941)

Por incrível que pareça, o bom e hoje em dia esquecido A Porta de Ouro, dirigido por Mitchell Leisen, concorreu a seis Oscars no ano seguinte ao do seu lançamento, disputando categorias de peso como de melhor filme, atriz, fotografia, roteiro e direção de arte (Victor Young concorreu também a melhor trilha sonora). Se a…

Resenha #5 – O Condenado (Odd Man Out, 1947)

 Após assistir a “O Condenado”, a pergunta que fica é “por que este filme não foi alçado à condição de clássico absoluto?”  Sim, porque temos aqui um verdadeiro filmaço, quase obrigatório. E por que digo isso?  Impressionante fotografia em P&B (de autoria de Robert Krasker, o mesmo dos clássicos “Desencanto” e “O Terceiro Homem”), a qual…

Resenha #3 – Quando Duas Mulheres Pecam (Persona, 1966)

Provavelmente um dos mais enigmáticos e introspectivos longas do diretor sueco Ingmar Bergman, Persona é daqueles filmes que deve ser visto e revisto para ainda assim não ser totalmente compreendido. Várias interpretações podem ser feitas a partir do material – como é costume nos filmes do diretor – bastante intrigante e reforçado por excelentes roteiro e fotografia,…

Resenha #2 – Crepúsculo dos Deuses (Sunset Blvd., 1950)

Pra mim, “Crepúsculo dos Deuses” não é só um dos melhores filmes noir, nem só um dos melhores filmes sobre a própria indústria cinematográfica, nem só um dos melhores filmes de Billy Wilder.  É, isso sim, um dos melhores filmes de todos os tempos.   De início, assume deliberadamente uma estrutura narrativa de filme noir.…

Resenha #1 – A Caça (La Caza, 1966)

Até o começo dos anos 60, o cinema espanhol estava meio paradão, principalmente pela forte censura imposta pela ditadura do general Franco. Apenas Luís Buñuel fazia grandes filmes, mas sempre fora da Espanha, já que se exilara nos EUA, México e França.   E então surgiu Carlos Saura, que inaugurou uma nova fase. Como não…