Resenha #43- Anjo ou Demônio ? (Fallen Angel, 1945)

A Fox bem que tentou, um ano depois do sucesso de Laura, repetir a fórmula que deu certo. Juntou o mesmo diretor (Otto Preminger), o mesmo ator principal (Dana Andrews) e uma atriz atraente (no caso, Linda Darnell). Só não foi capaz de providenciar uma boa história, como a de “Laura”, e um bom elenco…

Resenha #42 – À Margem da Vida (Caged, 1950)

Muitos filmes de prisão já foram feitos. Alguns deles, ambientados em prisões femininas. Esse tipo de filme costuma ser recheado de clichês: a protagonista geralmente erroneamente condenada ou condenada por um crime leve, que foi levada a cometer por circunstâncias contrárias à sua vontade; a prisioneira “malvada” que inferniza a vida da protagonista; a prisioneira…

Resenha #41 – Feras Que Foram Homens (Three Came Home, 1950)

Um bonito filme, baseado no livro autobiográfico da escritora americana Agnes Newton Keith, que vivia na ilha de Bornéu e foi feita prisioneira dos japoneses, juntamente com seu filho, por vários anos durante a Segunda Guerra Mundial.   Dirigido pelo competente Jean Negulesco (o mesmo realizadfor dos excelentes “Acordes do Coração” e “Johnny Belinda”), o…

Resenha #40 – Ato de Violência (Act of Violence, 1948)

Vingança e culpa. Estes são os dois temas principais deste ótimo filme noir do diretor Fred Zinnemann, mais uma obra que trata dos nefastos desdobramentos da Segunda Guerra nas vidas daqueles que estiveram em combate.   Frank Enley (Van Heflin) e Joe Parkson (Robert Ryan) eram dois oficiais aviadores que, juntamente com vários outros companheiros,…

Resenha #39 – Chaga de Fogo (Detective Story, 1951)

Mais que simplesmente um filme policial, “Chaga de Fogo” é um drama que acompanha um dia de trabalho na vida do amargurado detetive Jim McLeod (Kirk Douglas) e suas reações a diversos casos criminais que surgem na delegacia.   McLeod divide uma sala com outros colegas (destaque para os sempre bons coadjuvantes William Bendix e…

Resenha #38 – A Espada Bijomaru (Meitô Bijomaru, 1945)

O diretor Kenji Mizoguci é reconhecido, pelos cinéfilos ocidentais, como um dos três grandes diretores japoneses antigos, juntamente com Ozu e Kurosawa. Desde que vi pela primeira vez um filme de Mizoguchi, já há mais de uma década (e foi aquele que geralmente é o primeiro visto por qualquer cinéfilo, “Contos da Lua Vaga”, seu…

Resenha #36 – Brutalidade (Brute Force, 1947)

Excelente filme de prisão, dirigido por Jules Dassin. Apesar de estar repleto de clichês do gênero (cenas em refeitórios, planos de fuga, tentativas frustradas, flashbacks justificando os crimes cometidos), “Brutalidade” talvez seja marcante por dar destaque não só aos personagens dos presidiários, mas também àqueles dos funcionários do presídio (diretor, médico e carcereiro).   O título…

Resenha #35 – A Grande Ilusão (All The King’s Men, 1949)

 O romance escrito por Robert Penn Warren, ganhador do prêmio Pulitzer, sobre a ascensão e a queda de um político populista foi magistralmente levada às telas neste filme, pelo diretor Robert Rossen. Deixemos nossas preferências políticas de lado e façamos um enorme esforço para não notar as similaridades entre o protagonista Willie Stark e o nosso…

Resenha #33 – Domínio de Bárbaros (The Fugitive, 1947)

É sabido que expectativa demais é um grande passo para a frustração.  Em relação aos filmes, é bastante comum criarmos grandes expectativas quanto a obras dos grandes diretores.  Vamos assistir a seus filmes esperando sempre que sejam excelentes.  Às vezes isso não acontece.  Perfeitamente normal, já que até Alfred Hitchcock tem pequenas manchas em seu…